sábado, outubro 24, 2009

Beijou-me uma última vez e entre um infinito mar de lágrimas... se foi.
Adeus, Ana.

quarta-feira, outubro 21, 2009


O Campo

Quis agarrar a ti o mar
Quis agarrar a ti o Sol
Quis que o mar fosse maior
Quis que o mar tocasse o Sol
Quis que a luz entrasse em nós
inundasse o lado frio
Quis agarrar a tua mão
e descer o nosso rio

Quero agarrar a ti o céu
Quero agarrar a ti o chão
Quero que a chuva molhe o campo
e que o campo seja teu
Para que eu cresça outra vez
Quero agarrar a ti raiz
Quero agarrar a ti o corpo
E eu quero ser feliz...

Quis agarrar a ti o barco
Quis agarrar a ti os remos
que usamos nas marés
quando as ondas são de ferro
Quero agarrar a ti a luta
Quero agarrar a ti a guerra
Quero agarrar a ti a praia
e o sabor de chegar a terra

Porque o mar tocou no Sol
Inundou o lado frio
Porque o Sol ficou em nós
e desceu o nosso rio
Por isso dá-me a tua mão
Não largues sem querer
Quero agarrar a ti o mar
eu quero é viver.

Se tens medo da dor
Vem ver o que é o amor
Se não sabes curar
Vem ser o que é amar

Quero ver-te amanhecer.
- Tiago Bettencourt & MANTHA

domingo, outubro 18, 2009

1. Cobainism

The worship of God, which is Kurt Cobain

The holy Gospel of Teen Spirit read by followers of Cobainism was
written by God, Kurt cobain.

fonte: urbandictionary.com

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quarta-feira, outubro 07, 2009

segunda-feira, outubro 05, 2009

anotações de dia 2 de Outubro

Julgamo-nos cobertos de ouro e na verdade apenas somos mais um ser que segue o vulgar percurso de vir até cá, andar por aqui e desvanecer no pó.
Acharmos que coisas como lutar pelo nosso pseudo-caminho para a sobrevivência a que chamamos carreira servem para que o nosso mundo pessoal não acabe...

A dor vem quando vemos que essa tal busca pelo Santo Graal nos cegou durante demasiado tempo e foi algo tragicamente inesperado que assim o revelou. Acreditamos que as nossas lutas e preocupações diárias, semanais, mensais são realmente incomodativas. Inconscientes de que muitos dariam tudo por esse "incómodo" em vez do sofrimento que enfrentam. É difícil o confronto com essas "vidas", só o pensar nelas deprime. Cada pessoa também terá a sua visão, com um qualquer número de série na vasta lista de teorias.
Neste momento já não me ocorre nada concreto a dizer... Apenas que me encontro rodeado de diversas conversas, entre sorrisos encurtados, lágrimas e, por vezes, ainda uma certa indiferença. Ainda respiro cansaço de uma noite de uma enorme festa "jovem", creio que assim explicite o vasto número de estudantes "ziguezagueadores", arrastados e que, a determinada altura, sentados no chão e de cabeça pendurada se «estão a sentir mal» mostrando a sua satisfação pelos benefícios do alcoól e algo mais. Isto em meio mundo de gente que se afogava em si própria ocupando grande parte do Parque das Nações. E depois de tudo isso, desde a saída de madrugada e a viagem de comboio ao nascer do sol à chegada a esta margem do Tejo e o dormir até ao início da tarde, aqui me encontro numa sala de espera no Garcia de Orta.

Quem visito, ainda que um dos pilares da minha vida, não está num caso grave, mas o caso da cama ao lado é que me desperta os meus sentidos mais profundos. Custa ver algo assim. Como podemos nós julgarmo-nos invulneráveis a tanto?

Tendo isto tudo a circular na minha cabeça só me surgia uma imagem,
http://www.mukto-mona.com/Articles/kevin_carter/hungry%20child_1.jpg

Acho que cada vez mais sinto a Dor de Pensar de que Fernando Pessoa tanto falava, e questiono-me o que realmente será melhor: ser "um filósofo infeliz" ou "um porco ditoso".
Mas no fim apenas digo para mim:

«Vive.»